Você não caiu nessa página porque quer "um site bonito". Caiu porque a agenda não fecha, o paciente some no meio do formulário de agendamento, ou a equipe descobre um problema novo de UX a cada reunião, sem saber qual resolver primeiro. Página genérica de UI & UX Design fala de heurística, protótipo navegável e teste de usabilidade como se todo negócio fosse igual. Clínica e consultório não são: tem dado de saúde envolvido (sensível pela LGPD), tem conselho de classe vigiando o tom comercial, e tem paciente que desconfia de formulário bonito demais quando não vê quem vai atendê-lo. É pra esse cenário específico que essa página existe.
cada médico da equipe acha que sabe designToda decisão de tela vira debate de opinião, só que numa clínica esse debate multiplica: cada profissional tem uma ideia diferente de como o site "deveria" parecer, e nenhuma dessas opiniões vem de pesquisa com paciente de verdade. O resultado é uma interface pensada pra agradar quem está dentro, não quem está tentando marcar consulta.
o formulário de agendamento já nasce erradoModelo genérico de UX acha elegante abrir com um campo de texto livre perguntando "descreva o que você está sentindo". Isso é dado de saúde, tratado como sensível pela LGPD, sendo coletado sem necessidade real naquela etapa. O paciente sente o desconforto antes de terminar de preencher, e muitas vezes fecha a aba ali.
a conversão caiu e ninguém sabe separar dois problemas diferentesTime genérico de UX mede clique, tempo de tela, taxa de conclusão. Isso identifica atrito de usabilidade, mas não identifica quando o paciente fechou a página porque desconfiou do tom (promessa de resultado, antes e depois forçado, linguagem comercial demais pra uma área da saúde). São diagnósticos diferentes, e a maioria das entregas trata como se fossem o mesmo.
prova social genérica derruba confiança em vez de construirProtótipo padrão usa banco de imagem: profissional sorrindo, jaleco branco, sem rosto real, sem CRM ou CRO visível em lugar nenhum. Paciente de clínica busca o oposto disso, quer saber quem vai atendê-lo. Interface bonita com foto genérica passa a mesma insegurança de um consultório sem placa na porta.
teste de usabilidade sem calibrar antes o que é permitido dizerRodar teste de usabilidade é ótimo, mas se as telas testadas já carregam promessa de resultado ou comparação agressiva com outro profissional, o problema deixou de ser usabilidade e virou enquadramento ético, que nenhum clique resolve depois. Isso precisa ser tratado antes do protótipo ir pro teste, não corrigido no final.
formulário em camadas, não numa tela sóA tela de agendamento pede só o essencial pra abrir contato: nome, telefone, procedimento de interesse. Sintoma, histórico e detalhe clínico ficam pra conversa humana depois, por telefone ou WhatsApp com a recepção, nunca em campo de texto aberto na primeira interação. É usabilidade e é LGPD resolvidos na mesma decisão de tela.
protótipo testado com cenário fictício, semprePesquisa com usuário real não vira desculpa pra pedir dado de saúde de verdade durante o teste. O roteiro usa procedimento e motivo de contato fictícios, o paciente simulado nunca expõe uma condição real só pra validar se o botão está no lugar certo.
credencial e rosto real entram no wireframe, não depoisCRM, CRO e foto real do profissional (nunca banco de imagem) são elementos de interface definidos já no protótipo navegável, com o mesmo peso visual que botão e menu. Prova de credibilidade não é detalhe de acabamento, é decisão de UX que muda onde o olho do paciente para primeiro.
teste de usabilidade mede confiança, não só conclusão de tarefaAlém de cronometrar clique e taxa de conclusão, o roteiro pergunta diretamente se o paciente simulado sentiu segurança pra deixar telefone e motivo de contato ali. Numa área onde agendar depende de "isso parece sério", essa resposta qualitativa vale mais do que meio segundo a menos de carregamento.
pronto pra ter ui & ux design feito pra clínicas e consultórios?
iniciar projetoVaria com o escopo: redesenhar só o fluxo de agendamento é um projeto bem menor do que desenhar um portal completo do paciente. Entendemos a necessidade antes e fechamos escopo e prazo por escrito, sem letra miúda. Pesquisa, protótipo e teste de usabilidade rodam todos antes de qualquer linha de código, o que evita retrabalho caro na hora de desenvolver.
Com sinceridade: ainda não temos case publicado de UI & UX Design especificamente pra clínicas e consultórios, nossos cases publicados hoje são de site institucional em outros segmentos. O que temos de verdade é a expertise em UI & UX Design (pesquisa, protótipo, teste de usabilidade), e essa página foi pensada em cima das particularidades do seu segmento: LGPD, tom do conselho de classe, confiança por credencial. Preferimos dizer isso com clareza a inventar um resultado que não existe.
Não recomendamos abrir com isso. Sintoma e histórico são dado de saúde, tratado como sensível pela LGPD, e pedir isso num campo de texto aberto logo na entrada é risco desnecessário. O formulário capta nome, telefone e procedimento de interesse, o resto da triagem acontece por telefone ou WhatsApp, com a equipe de vocês no controle da conversa.
Permite, com restrição de tom. O que existe são limites sobre promessa de resultado, comparação agressiva com outro profissional, antes e depois exagerado. Uma interface bem desenhada informa, mostra credencial (CRM, CRO) e facilita o contato, sem esbarrar nesse tipo de problema. Isso entra no escopo do design, não só do texto da página.
Pode envolver, com cuidado adicional: nunca coletamos dado de saúde real durante pesquisa ou teste, os cenários usados são fictícios. Se fizer sentido ouvir paciente ou lead de verdade sobre a experiência no site, a conversa é feita com consentimento explícito e sem entrar em detalhe clínico, o foco fica só na usabilidade da interface.
Sim, entregamos o protótipo navegável já validado por teste de usabilidade e seguimos pro desenvolvimento, sem passar o arquivo pra outra equipe interpretar do zero. Isso evita a distância clássica entre o que foi desenhado e o que acaba sendo implementado.