Escolher o nome da empresa é escolher algo que vai ser repetido milhares de vezes, por você e pelo cliente. Um nome forte é curto o bastante para caber na conversa, diferente o bastante para ser lembrado e livre o bastante para ser protegido. A maioria das empresas escolhe pelo gosto e só descobre os problemas depois: o domínio já tem dono, o cliente escreve errado ou outra empresa do mesmo ramo já registrou a marca. Dá para evitar os três testando antes.
Antes de pensar em nomes, decida o que o nome precisa carregar.
Nome bom começa por uma frase, não por uma lista. Escreva em uma linha o que a empresa faz, para quem e o que ela quer que o cliente sinta. Uma clínica que quer passar acolhimento pede um som diferente de uma empresa de tecnologia que quer passar precisão. Essa frase é o filtro que elimina metade das ideias antes mesmo de você testá-las.
Decida também se o nome vai descrever o serviço ou criar uma marca própria. Nomes descritivos, como "Limpeza Rápida", explicam na hora, mas são fracos para registrar e fáceis de confundir. Nomes inventados ou evocativos custam mais para explicar no começo e muito menos para proteger depois.
Os 9 critérios de um nome forte.
Como testar o nome antes de decidir.
Teste com pessoas e com critério, nessa ordem. Com pessoas, diga o nome em voz alta para cinco conhecidos que não sabem do projeto e peça para eles escreverem o que ouviram. Se dois escreverem diferente, o nome tem um problema de digitação que vai se repetir no Google e no Instagram.
Com critério, passe o nome pelo Raio-X de Marca. Ele avalia os 9 critérios acima enquanto você digita e mostra onde o nome perde pontos. Teste três ou quatro candidatos lado a lado. É comum o favorito do grupo não ser o que tira a melhor nota.
Onde conferir se o nome já existe.
Nome de empresa e marca registrada são coisas diferentes. O nome empresarial é protegido pela Junta Comercial, só no estado onde a empresa foi aberta. A marca registrada no INPI vale no Brasil inteiro, dentro do ramo de atividade. Um nome pode estar livre na Junta e já pertencer a outra empresa no INPI. Confira quatro lugares:
Para entender a diferença entre cada consulta e o que fazer quando o nome aparece em uma delas, veja como saber se o nome da empresa já existe.
Erros comuns na hora de escolher.
Perguntas frequentes.
Posso usar o meu sobrenome como nome da empresa?
Pode, e é comum em escritórios e consultórios. O ponto de atenção é o registro: sobrenomes comuns são difíceis de proteger como marca, porque outras pessoas têm o mesmo direito de usá-los.
Nome em inglês é uma boa ideia?
Depende do público. Se o cliente não sabe pronunciar, ele não indica e não acha no Google. Faça o teste de voz: fale o nome para cinco pessoas e veja quantas conseguem escrever.
Preciso registrar a marca no INPI logo no começo?
Quanto antes, melhor. No INPI vale a data do pedido, então quem pede primeiro tem prioridade enquanto a análise acontece.
E depois do nome, o que vem?
A identidade visual: logo, cores, tipografia e o jeito de aplicar tudo isso. Veja quanto custa criar uma identidade visual ou conheça o serviço de branding e identidade da Inovaccio.







